QUE A PAZ CHOVA NO MUNDO

SoniaNogueira

Arte e Emoção Caminhando

Meu Diário
21/10/2012 10h45
*EU ELEITORA

 

Eu Eleitora

Eu Eleitora sou eu realidade: celetista, especulativa, conclusiva, interrogo, analiso, suponho resultados. Herança de um pai justo, honesto, onde a verdade sempre prevalece e o retorno vem à altura do enviado.

Os discursos políticos são tão comprometidos com educação, saúde e outros problemas sociais e regionais que a escolha fica equivalente em peso, altura e medida.

Os projetos são grandiosos, os comícios estudados com discursos convincentes, porém com resultados desoladores. Sorrisos, simpatias, abraços e beijos, sem seleção de classes sociais, me constrangem. Após as eleições o eleitor passa para o anonimato, e a indiferença. O sorriso se recolhe de nariz empinado, emudece com olhar indiferente.

Eu eleitora engulo. Que posso eu sob o poder da cédula, sob a força dos cargos do alto poder administrativo? Nada posso, sou impotente.  Apenas gritar no silêncio das letras e sufocar no anonimato das minhas aspirações para um mundo sedento de igualdade, de acordo com as potencialidades de cada grupo.

Recolho-me, guardo na gaveta habitual o título desolado. Vou assistir o desenrolar da peça teatral política: A burguesia, que não morreu, continua viva no palco. No teatro, os personagens com máscaras, representado a sena com aplausos dos escolhidos e do vazio da maioria que grita, faz greve, apanha, morre na inanição dos desejos irrealizáveis.

Espero outro biênio, outro e outros com os mesmos autores.

 


Publicado por Sonia Nogueira em 21/10/2012 às 10h45
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